Em algum lugar de meu passado recente fui taxado de não ter ambição. Talvez seja por que eu tenha um certa dose de desprendimento em relação ao dinheiro, isso aliado á um orgulho burro e irracional, que emana de mim nas horas mais impróprias. Digo impróprias, pois minha língua trabalha mais rápida que o cérebro. O bom senso tem um alarme muito baixo comparado ao volume das palavras. Sempre me comparo com os que estão no meu entorno, com um descrédito garantido para outra parte, e quando este ambiente é o trabalho isso fica mais acentuado. Eu esquento minha cabeça em momentos que chefes adoram cobrar, exigir. Este é outro problema que acontece. Se eu sou sensível no trato com mulheres, observando pacientemente cada pedacinho delas que pode me dar prazer, com chefes meus olhos são lentes de aumento esquadrinhando cada rusga onde vejo suas fraquezas, filhadaputices e o quanto são bunda-moles... O que vem a mente num momento instantâneo de recordação são todas as vezes que fiz por merece...
textos, contos, rabiscos, percepções.