Mais do que nunca é refém de seus pensamentos. Pensa com seus botões, em como tudo de errado pode se abater por vezes consecutivas sobre sua cabeça. Olha para o visor partido do celular, os minutos que voam, ou às vezes que ficam inertes. Ele deveria se levantar mas não consegue. Algum tipo de letargia imobiliza sua vontade. Tenta empurrar a síndrome de vitima para longe, mas sabe quem é, quem se fez, e que mais que a vontade,o corpo tem que responder com o esforço físico. Isso não é o que vai lhe abater. Tudo escurece e clareia, oscilante. Sua garganta dói. O estômago tem um pequeno revirar, a coluna tem as dores esparsas, como parasitas presos em seu tronco, presentes de noites mal dormidas. O sono que se esvai na paranóia, e também pelo alarde do casal que se esmurra bêbado todas as noites no apartamento ao lado.A dor é moral, é espiritual e é carnal. Em cacos de espírito e cartilagens rebentadas.Da miséria e da derrota para o sistema. “Somatizar”, não é funcional apenas, nas neuros...
textos, contos, rabiscos, percepções.