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Pedaços.


Os simulacros desmoronam junto das ilusões dadas como certas.
É preciso lidar com o mundo fora da janela.
Encher o pulmão de fuligem
e tirar de lá o ar para sobreviver.
Abrir os braços.
Gritar com pus nas cordas vocais.
Enfrentar os demônios insones.
Apagar as vozes invasoras de sonho.

Ficar os dedos dos pés, como se fossem raízes anciãs
Ouvir o lamento mineral da terra
No chiado da areia que grita em coral com a água.
Aprender. mais. mais.mais.
Moldado foi o coração duro em concreto
Cheio do magma dos sentimentos
Deixe o passado cego voar e flutuar como plumas
E caia alvejado se for o que tiver de ser
Flexione as pernas
Ponha o olhos no zênite infinito
E que o amanhã venha novo e possível.

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