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uma observação vulgar acerca do macho alpha.

A humanidade é composta da animalidade. Do fator bicho que existe dentro de cada um. O instinto que permeia nossos atos, tidos como racionais. Eu observo isso no dia a dia, tentando entender. Como se portam em seu sítio, em seu habitat natural, macaqueando-se , mordendo-se ou catando piolhos. Morar numa metrópole privilegia a possibilidade de conhecimento de uma gama muito grande de espécimes. Já discorri sobre alguns determinados tipos, noutras divagações digitadas em horas outras. Hoje lembrei de dois casos ocorridos dias atrás. Fizeram-me viajar numa porção de questões pessoais, de relacionamento e de convivência. Como pode ler, ingredientes presentes nos mais variados zoológicos do mundo.

Não é a primeira vez que vou dizer que tenho fascínio por mulheres. Sua complexidade me atrai, a companhia delas me ensina uma porção de coisas, alem de ser agradável ao meu ego e instintos carnais.Eu conversava com amigos na faculdade acerca de relacionamentos, e observava nos corredores da faculdade a quantidade delas em esfuziante entre e sai das salas de aulas.Prestava atenção em seus decotes, saltos, jeans justos em especial. E me vinha um milhão de possibilidades á mente. Momentaneamente alguém fala em “ter alguém”. Associo imediatamente esta expressão com o termo “posse”, penso neste estranho “possuir” que existe em um monte de relacionamentos.Creio eu não acreditar mais nisso. Cada um sabe onde dói seu calo, e por isso não afirmo que é errado, afinal o que é? Falávamos sobre os problemas que alguns casais têm em não aceitar que ambas as partes tenham uma vida própria. Da proibição da individualidade e da aceitação da “vida”, ou que a outra parte tenha prazeres próprios que não saciados na relação.Será que amar é anular a si, ou transmutar-se noutro ser, onde suas vontades são sublimadas em prol de um “não quero que saiba”, “posso viver sem”, “minha vida é o outro” ? Eu me atrevo a pensar, do alto de minha ignorância, que isso se desdobra no fator de que as pessoas tentam sempre de buscar uma metade. Aquela concepção de amor grego, onde na criação todos os seres eram únicos, completos, até serem partidos ao meio. Passando o resto da existência atrás de sua “cara-metade”. Eu encaro um problema ao pensar este amor romântico desta forma uma vez que nossa sociedade é cada vez mais individualista. Que o mundo do consumo e competição se entranhou tanto em nossa essência de indivíduos, que impeça você á pensar por dois. Existem tantas cobranças que só sendo “dois” para agüentar. Por outro lado eu penso em mim em primeira e suprema instância. Distante até onde sei dessa “lógica”.

E mesmo eu pensando nesse aprisionar de almas, hoje eu noto que as pessoas tendem cada vez mais ao fugaz que se esgota em segundos. Mesmo sem saber bem o por que fazem o que fazem. Pulam de galho em galho.Experimentando á uma bicada de beija-flor, do que se envolvendo de verdade. Eu prefiro devorar pessoas, me banquetear de seu espírito, emoção e vivência. Novamente não é um julgamento, não sou juiz nem magistrado, valha-me Deus de ficar longe disso.Cada um sabe o que quer, a vida é um pouco mais que jogar mestre e servo, mas se alguém gosta de bater, á sempre quem ofereça a bunda. Soa simplista eu sei, mas muito da complexidade vem de elementos assim descomplicados. Dinâmica da falta de personalidade? Somos, todos, nenhum mil e ninguém para exercitar um desprendimento fútil e vazio? Que me expliquem então os teóricos da pós modernidade.Mas desde que desçam de seus tronos e se lambuzem no suor de corpos, no muco vaginal e no esperma da vida. Isso os fará autênticos. Pode parecer que estou me contradizendo, que estou apontando para uma direção e olhando para outra mas não é. Pense sobre e me dê razão.

Saindo de minha sala e sentando me ali na mureta da faculdade, notei entre a torrente de bundas e peitos, uma quantidade relativamente igual de homens com perfil equivalente, fortes, altos, másculos. Criados em sua maioria com leite A. Adestrados desde o berço para serem os campeões, os provedores, os líderes, senhores do lar de suas esposas e amantes. Sobretudo segundo uma biologia estanha e até mesmo positivista, á defender sua fêmea reprodutora. Malham, vestem-se bem, mentem como tantos, para os outros e soberbamente á si próprios.Noto neles um tipo de observação da fêmea similar ao meu. Mas sem apuro, sem minha classe e experiência, desígnios da idade, que me desculpem os mais novos. De onde você vem tem peso. Eu tenho o olhar ligeiro das ruas, e isso não se compra.

Pois bem. Este é o ponto. Nossos queridos exemplares machos, fruto da sociedade de consumo que citei á pouco, em tese, de alma muito machista tentam ser o Alpha do rebanho. Se quiser segue um verbete da wikipedia abaixo, afinal eu apoio manifestações livres do conhecimento. Prosseguindo, o humanóide macho não percebe o quanto é suscetível á influência direta de sua fêmea. Ele pode ser o predador, caçar, copular as escondidas, mas tem a coleira em seu pescoço e não percebe quem dá os limites. Pois bem. Os fatos.

Continuava eu em minhas observações do gado que subia e descia chacoalhando ancas e cabelos. De repente vi entre elas “A”*. Cheia de curvas, faceira com o mesmo olhar safado e sedento de sacanagens proferidas ao pé do ouvido como eu fazia eventualmente. Nunca tivemos um affair, o mais próximo disso eram as confissões do mau “rendimento” do namorado e as crises de relacionamento que ambos passavam.Sempre fui amigo e conselheiro de araque nestas horas. Mesmo eu cobiçando o traseiro de diâmetro kilometrico dela, tenho minha conduta e, talaricagem mesmo não parecendo, não é a minha. Enfim um dia a coisa acabou.Ela começou a me cumprimentar mais calorosamente, a jogar piadas de duplo sentido e ai investi nas tais sacanagens ao pé de ouvido que comentei ai pra cima no texto.Numa brincadeira destas entre outros amigos, soltei que adoraria “lambê-la em todos os cantos de seu corpo”. Chucro? Sei e não nego, a vontade era grande e o que eu tinha a perder? Uma boca que se lamuriva ao pé do meu ouvido? Ok. Foi isso mesmo. Alívio por sinal, pois sumiu e meu tranqüilidade. Da parte dela o namoro acabou. Ela tentou engatar imediatamente um relacionamento com um outro, agora um hippie da Faculdade de Letras e como previ (óbvio) deu errado. Pois bem chegamos á noite fatídica.

Confio em meus instintos. Algo me dizia que deveria suspeitar. Ela veio, me abraçou e começou com as conversinhas de antes. Fui um gentleman. Não abracei as brincadeiras e sendo por demais formal. Segundos depois aparece o primeiro namorado, sim aquele mesmo que ao que parece tomara, ou dera um pé no traseiro delicioso dela. Pinta de administrador de empresas, esportista, ombros largos, mas menor em altura do que eu. Uma coisa que aprendi de meu velho pai e vale em todas as instâncias é olhar no fundo dos olhos. Ele estendeu a mão, me cumprimentando.Mirei-o e senti a ameça sem esmorecer, sem pingar uma gota de suor. Senti que fazia força contra minhas falanges meio que quase chamando para um desafio, não proferiu um “a” sequer. Media-me de cima abaixo, fez questão de ficar á parte da conversa. Resultado. Ela ficou desconcertada, e arrastando pelo braço foram embora. Por uns poucos instantes achei que iria urinar na fêmea demarcando território. Veio-me a mente a sensação de insegurança nos olhos do bocó. Uma insegurança que de ódio, em olhos vermelhos e um rosto sem expressão. Pus-me a pensar depois. Se ela me quisesse, me teria a qualquer hora. Ela o escolheu não a mim. E por que o medo? Veio-me a mente a coleira no pescoço do infeliz. Além de algumas mulheres gostarem da sensação de posse, poder, domínio outras frisam seu comando atiçando a competição. É como se o abraço dela, fosse um berro ao ouvido dele, “se você não cuidar outros podem pegar”. A insegurança como método de controle.

Dias depois encontrei com uma outra amiga de vários anos. Amiga mesmo, sem nenhuma conotação sexual mínima. Como se a guria fosse uma irmã mais nova. Ela também esta namorando e senti um desconforto por parte do outro. O “peso morto” mostrava em sua postura o incomodo. Não que eu não seja incrível, e que eu até possa ter a cara de cafageste que me apontaram dias atrás. Mas onde ir se os gorilas sociais temem os bonobos? Sei lá se sou ou outro. O que o Alpha precisa aprender é: a configuração do mundo mudou. Por mais que o Tom Cruise em “Magnólia’ insista “Dome as bucetas!”. As relações são incontroláveis até onde aprendi de minha vida. Nem anos de terapia, nem viágara, nem o emprego na multinacional,nem o futebolzinho com cerveja e churrasco,nem o AMOR, nem o happy hour, nem um carro do ano vai ensinar o bando á descer das árvores e comer as frutas do chão, muito menos domar as rainhas do mundo. Ou você joga sua coleira fora ou vive uma vida de mentira.

A* - preserva o anomimato, não quero pagar royalties e muito menos tirar dez de havaianas por exposição ao ridículo.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Em biologia, quando se estuda a ordem social dos animais superiores e sociais (como os lobos, primatas, etc) o macho alfa / fêmea alfa é o líder. O macho alfa tem força, habilidade para caça, facilidade para tomar decisões, personalidade marcante e bravura.

O macho é acompanhado pela fêmea alfa e, juntos, demonstram sua autoridade, jamais permitindo que os outros animais se insurjam contra eles. É o primeiro a se alimentar e possui primazia na cópula e escolha das fêmeas. O macho alfa frequentemente demonstra seu domínio rosnado, mordendo, perseguindo, dilacerando, ou descansando sobre outros animais, até que sua superioridade seja posta a prova por algum outro integrante do grupo que, se vencê-lo no embate, passa a assumir sua posição.

Retirado de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfa_%28biologia%29"

Comments

Anonymous said…
oq eh tirar dez de havaianas?

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