Ela ficava irritada quando ouvia o sinal da secretária eletrônica ou da caixa postal do celular Dele. Tentara ligar do escritório, infinitas vezes o quanto pode, enquanto a mão direita rabiscava formas irregulares num bloco de rascunho. O movimento as vezes alternava, virava batidas descompassadas, ou perfurações psicóticas no papel no auge da irritação. A desordem dos desenhos, ia na contramão da firmeza como conduzia suas coisas. Era bela, esguia, tinha uma olhar felino e estreito, mais assinalado pela armação dos óculos. Séria. No local de trabalho não se faz amizades. Não sabia muito bem o que a movia em insistência a ficar discando á alguém que não á atendia. Que não mais tinha que se preocupar. Um incômodo estava instalado dentro dela, batia no peito de dentro para fora. Ela detestava ficar com pontas soltas, mau amarradas.Com conversas que terminam sem ponto final. Nunca deixava nada para depois, o que tivesse de ser resolvido era para hoje. No derradeiro e repetido sinal de cai...
textos, contos, rabiscos, percepções.
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