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um dia por vez

Um dia por vez
Minutos, horas, o tempo á seu tempo

Deleite do momento, o sepulcro dos planos
Imediatos ao desejo concreto
Anterior ao idealizar o projeto sempre incerto

Pois broto como um sol laranja no horizonte
O mesmo que morre do outro lado da esfera
Ruindo meus sonhos, nascem outros

Viajo no devaneio, na lembrança e acredito mais
Em nós, em mim, em quem esta nessa órbita
Ziguezague é o movimento para a estrela cadente

Perdida
A trajetória é sempre inesperada e confusa
Rumo de descobertas e aprendizados
Assim como vem, vai sem um adeus sequer

Nascer e morrer todo dia
Arrastar os ponteiros em sentido inverso
Sem nada voltar ao que era
Ciclos de perspectivas se completam
E se despedaçam como o cometa no cosmo
Rasga-se, deixando o rastro de poeira de sua estada

Explode no corredor desconhecido

Muitos entraram em minha vida
Outros como vieram foram, circundar fugaz,
Rir, chorar, dividir, construir, pleno de meus sentidos.
Raivosos e Angustiados nós, celebramos o que nos resta de fértil
Em um universo vago, erigido á todo dia,
Resta-me você estrela

Te sigo em momento de amor máximo na abóbada de paixões
Olhando-te com confiança
“Dormir... morrer não mais”
Assim obrigo-me a estar desperto em teus rumos

Vem e diga o amor físico, aponte a concretude dos significados
E invadirei o todo que criamos sem perceber
Zumbindo ao teu ouvido

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